1.06.2014

SINTO-ME INFINITA



Olhando bem de perto no fundo dos seus olhos, sinto uma sensação estranha que não consigo descrever. Não se importe se o meu coração acelerar de repente. Nem me pergunte porque eu não confessei esse amor antes. O fato é que eu nunca imaginei que os seus olhos olhariam para a minha direção com a mesma intensidade com que eu te olhava. Eu nunca imaginei que você também me amava.
Chegando bem perto e sentindo o calor do seu corpo, sinto calafrios e uma vontade imensa de te abraçar e não largar jamais. Não se importe se eu te escrever inúmeros poemas de amor. Preciso escrever para me libertar. Preciso sonhar para não me matar. E necessito da sua presença para me sentir infinita.
Chegando bem perto e acariciando o seu cabelo, sinto que o meu mundo inteiro começa a girar. Sinto que necessito de você para me libertar dessa dor que me domina. Sinto que contigo sou bem mais que uma mulher-menina. Contigo eu posso ser de repente tudo o que eu quiser.
Sentindo pouco a pouco o seu perfume inebriando tudo a minha volta. Percebo que não há nada de que eu queira me arrepender. Tudo ocorreu para me aproximar de você e eu me sinto plena quando você aparece em meus sonhos. E todo esse amor que eu te proponho é pouco comparado a tudo o que permeia em meus pensamentos.
Beijando levemente os seus lábios e depois aceleradamente como se estivesse a ponto de morrer. Sinto que era incompleta antes de te conhecer. Contudo, agora é como se tudo ganhasse um sentido novamente. Trancada em meu quarto só vem você em minha mente. Amo-te assim, de repente e desesperadamente.
Tudo o que eu escrevo, às vezes, parece-me que é tão bonito, mas não passa de ilusão... Escrevendo eu confundo o meu mundo, confundo a mim mesma e acredito que vivo uma louca paixão. Escrevendo, eu junto devagarinho os pedaços do meu coração.

                                                                                                                      Luciana Braga
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